7 de maio de 2008

Finalmente...Será ???!!!!


Repassando postagem do blog da Aurea (http://www.mamifera.blogspot.com/).

A pergunta que fica é:

Como o governo irá conseguir reverter essa situação...

Há de se ter que fazer uma hiper mega reciclagem nos profissionais, para que eles humanizem o tratamento com as gestantes.

E depois, esses profissionais, bem preparados, darem suporte a essas mulheres e seus medos...

Sei não.....

Mas, tô na torcida.

bjs

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Leiam, divulguem, linkem, mandem pra todos os seus conhecidos...

Grifos meus!06/05/2008 - 21h20

Ministério da Saúde lança campanha de incentivo ao parto normal

da Folha Online


O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que o Brasil vive uma epidemia de cesarianas. O órgão lançou nesta terça-feira a Campanha de Incentivo ao Parto Normal, em Brasília. Temporão revelou que cada vez mais os casais têm a ilusão de que com o parto cesárea estarão simplificando o processo e de que ele é indolor e mais seguro.

"Nós sabemos que o parto cesárea não indicado adequadamente pode gerar sérios problemas de saúde ao bebê e à mãe além de atrasar e interferir no processo de aleitamento materno, que é fundamental para a saúde do bebê", afirmou o ministro.

Levantamento encomendado pelo Ministério da Saúde demonstra que a cesariana já representa 43% dos partos realizados no Brasil no setor público e no privado. Analisando apenas as mulheres que utilizam planos de saúde, esse percentual é ainda maior, chega a 80%.

No SUS (Sistema Único de Saúde), as cesáreas somam 26% do total de partos. Os dados são de 2006. O parto normal é o mais seguro tanto para a mãe quanto para a criança. De acordo com a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde), as cirurgias deveriam corresponder a, no máximo, 15% dos partos. O ministro disse que a meta do país é se aproximar ainda mais da meta da OMS.

A campanha começa a ser veiculada no dia das mães, no próximo domingo (11) e contará com a distribuição de panfletos, cartazes, filmes para TV e gravações para as rádios com mensagens sobre o processo do parto normal e a sua importância. Os materiais contribuem, ainda, para esclarecer às futuras mamães que tudo tem o tempo certo e que o bebê também tem seu tempo para nascer.

"A cesariana tem indicações técnico científicas, se constitui em avanço da ciência para as situações de risco para a mãe e/ou bebê, mas tem sido comum a cirurgia ser marcada desnecessariamente, sem uma indicação precisa, o que aumenta as chances de complicações e morte para ambos", alerta o médico Adson França, diretor do Departamento de Ações Estratégicas do Ministério da Saúde.

Os estados da região Sudeste registram os índices mais elevados de cesariana, totalizando 52% do número total de partos. A região Norte, por outro lado, registra os menores percentuais: 35%.

"No Sudeste, o modelo de atenção obstétrica vigente, com maior valorização do parto operatório está mais consolidado. Essa também é a região onde as escolas médicas tiveram papel preponderante de disseminação desse modelo. Na região Norte há um maior número de partos normais", diz a coordenadora da área técnica de saúde da mulher, Regina Viola. No Amapá a prevalência de partos normais é de 75%.

A alta prevalência das cesáreas leva a uma série de prejuízos: para o bebê, para a mãe e para a gestão dos serviços de saúde. Estudos demonstram que fetos nascidos entre 36 e 38 semanas, antes do período normal de gestação (40 semanas) têm 120 vezes mais chances de desenvolver problemas respiratórios agudos e, em conseqüência, acabam precisando de internação em unidades de cuidados intermediários ou mesmo UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal. Além disso, no parto cirúrgico há uma separação abrupta e precoce entre mãe e filho, num momento primordial para o estabelecimento de vínculo.

Para as mães, o parto cirúrgico apresenta mais chances de hemorragia, infecção no pós-parto e uma recuperação mais difícil, além de determinar custos mais elevados e desnecessários para a saúde pública e privada. "Por essas e outras razões, queremos incentivar as mulheres a reivindicar o direito de dar à luz por meio do parto normal, com autonomia, humanização no seu acompanhamento e segurança", afirma França.

Um dos aspectos já identificados pelo ministério como causa para o aumento das cesáreas é o menor tempo de assistência médica necessária, em relação ao parto normal. Por isso, a campanha também sensibilizará os profissionais de saúde, as universidades e conta com o apoio das entidades médicas e científicas.


A falta de informação entre as mulheres também seria outro agravante, pois faz com que elas não participem dessa escolha e, mesmo que num primeiro momento expressem a vontade do parto normal --70%, segundo pesquisas recentes do ministério--, no decorrer do trabalho de parto, são convencidas por um ou outro motivo a aceitar o parto cirúrgico. Em várias situações ocorre o desrespeito à vontade da mulher, prevalecendo convicções pessoais do médico, nem sempre baseadas nas melhores evidências científicas.

O Ministério da Saúde também esclarece que cesáreas anteriores, gestação de gêmeos e fetos grandes não determinam, por si só, a indicação do parto cirúrgico.
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5 comentários:

Kathy disse...

Oi minha linda!
Obrigada!!!
Estamos sempre na torcida e acreditando, né?
Graaaaaande imenso estúpido e absurdo beijo em vc e na linda Cora...

Cleo disse...

Ola amiga!! Tb não acreditei qdo vi a reportagem, mas ao mesmo tempo eu falei: finalmente!!! Quem sabe agora as autoridades acordem...e tb as mulheres!! Pq, amiga.. o que tem de mulher por ai de cabeça oca... nem te conto...rss beijão

Rezú disse...

oi Ana!
vim agradecer pela visita e os comentários no mamíferas. volte quando quiser, postamos todos os dias, chova ou faça sol! =P
bacana essa campanha, né? mas é isso mesmo, tem que ver o que vai ser feito pra dar suporte, tem que modificar o atendimento, criar condições humanizadas de fato, não só na teoria. pq não adianta nada dizer que tem que ser pn e mandar a mulherada pro matadouro, né?
bjo!

Flores em você disse...

Amiga a torcida por aqui também vai ser grande viu, esse quadro precisa mudar, não dá pra aceitar uma cesárea como uma coisa normal, normal é parir, normal é normal. E eu ainda tenho que conviver com uma colega de trabalho que disse que se não entrar em trabalho de parto até as 39ª semana (eu mereço isso) vai partir pra cesárea, isso é coisa de médico que enfia isso na cabeça dessas coitadas.
Infelizmente eu amiga, acho que vou passar essa encarnação sem ter esse sabor delicioso que é parir naturalmente, infelizmente mesmo. Mas Deus é testemunha o tanto que tentei e lutei por isso, mudar de médico no 6ª mês de gravidez só pra ter ao seu lado uma pessoa mais humanizada foi punk, mas não deu.
Ameeeei o texto qdo vc me mandou sobre a lactância selvagem, outra coisa amiga que era meu sonho e não se realizou, mas ao invez de ficar me martirizando e me sentindo frustrada, tento sim passar o pouco que sei para as pessoas, quem sabe minha parte nisso tudo seja essa né?
Amigaaaa é amanhã, Whitesnake, estou ansiosa, depois te conto tudo.
Beijocas no coração e pra Cora também.

Flores em você disse...

Amiga, um dia das mães muito cheio de alegria e carinho. Grande beijo