18 de abril de 2014

Feriado bom...



Eu curto muito os feriados, por um simples motivo, Binho não trabalha e fica em casa conosco.
Os dias passam voando, infelizmente, de tão bom que é ficar com ele por aqui e por ali, limpando quintal, mexendo nas plantas, inventando arrumações, mexendo com os cachorros, me pedindo troço toda hora (e isso, confesso me irrita grau máximo) entre tantas outras coisas.
De qualquer forma, é  bom estar com ele em casa.
Toda hora passo e dou um beijo, um abraço, digo uma bobagem no ouvido dele, promessas pra um outro momento. E assim vamos passando os dias....
E também curtimos as meninas, que fazem um agito sem tamanho, nos enlouquecendo, mas sabemos que um dia ainda sentiremos muita falta desse tumulto infantil.
Agorinha a pouco, ele veio me contar um negócio, já aproveitei pra me pendurar no pescoço dele, sim, sou grudenta, e depois de alguns beijinhos eu perguntei a ele:
- Nego, se o tempo voltasse e você na hora que me visse pela primeira vez, lá quando começamos a nos paquerar, passasse um filme na sua cabeça de tudo que passaríamos juntos durante todo esse tempo, ainda assim você ficaria comigo?
E ele me disse:
- Claro Ana!
E nos abraçamos.

Então é isso, vim aqui registrar esse entre tantos momentos nossos, porque coisa boa assim a gente tem que registrar né?

17 de abril de 2014

Dêdê !!!


A vida é muito louca mesmo. Ela é ativa, rápida, corre por entre nossos dedos. E nessa correria pessoas, entram e saem de nossas vidas numa velocidade muitas vezes enlouquecedoras.
Quantas pessoas muito queridas perdemos contato né?
Daquelas que vc fica pensando:
Putz, daria tudo pra dar um abraço, segurar na mão, rir mais um bocado com aquela pessoa!
Mas, é desse jeito e não temos como reverter essas situações.
A vida nos traz pessoas, e também as leva.
Parece assim que elas chegam com tempo contado e determinado para cumprir alguma coisa contigo.
E nessas idas e vindas, conheci uma pessoa única.
Caramba, levamos 42 anos para nos conhecer, e isso só foi possível por causa da internet, que para mim pelo menos, tem sido ferramenta para conhecer pessoas fantásticas.
Venho passado por um momento conturbado mentalmente, muitas dores, muitas coisas acontecendo dentro da caixola, e ela simplesmente sentou do meu lado, me deu a mão e disse:
Vamos mergulhar!
Sim, ela mergulhou comigo, foi fundo, me escutou/escuta (lendo muitas e muitas mensagens), me deu cá sua mão, e em nenhum momento soltou.
As vezes estar longe, não significa muito, quando se encontra uma pessoa com esse coração tão aberto e com uma afinidade comigo tão gigante.
Ela, me aconselhou, riu, chorou, me deu umas verdades também (porque amigo que é amigo chama nos cocos), sonhou comigo e me puxou pra realidade.
Ah amiga, como você foi e está sendo importante durante esse minha passagem necessária...
Levei 20 anos para resolver isso, e arrumei a melhor parceira que poderia para tal tarefa.
Agora entendo o porque de tanto tempo.
Só você poderia me ajudar, por isso te esperei....

Dêdê adoro você, sua força tem me levantado e tenho certeza de que sairei liberta daquilo que me aprisiona.

Amo você amiga, conte sempre comigo, hoje e sempre!!!!!

11 de abril de 2014

Pequenas Aventuras 26



Ontem, estive com ela.
A encontrei no meio de uma tarefa doméstica, ela chorava. Quando me viu, rapidamente tentou disfarçar, mas eu já havia visto.
Segurei em sua mão e perguntei?
- Por que choras?
Ela me olhou, com seus olhos marejados de lágrimas e disse:
- Choro pelo que perdi...
E o que você perdeu? pergunto-lhe
- Perdi um amor, perdi tantos sonhos, perdi uma vida.
E eu, muito surpresa com a resposta digo:
- Como assim? Você tem tudo, sempre te vi como uma pessoa feliz e realizada, por que isso agora?
E ela confessa:
- Existem dores que são silenciosas, secretas e que levamos sempre dentro da gente, na nossa caixinha de tristezas e não realizações. Daí em algumas fases da nossa vida, a caixinha se abre, assim como por encanto e tudo vem à tona.
Choro por desamor, pela total impotência diante da vida, pela velocidade do tempo, pelo desencontros dos fatos...

Nesse momento, entendi que nada mais poderia lhe dizer.
Nos olhamos, nos abraçamos, e por um momento, choramos juntas e éramos então uma só!

[Ana Sixx]



...talvez, abrindo uma série chamada "Continhos"



Imagem: Duas Fridas, de Frida Kahlo, 1939.

Detalhes interessantes sobre essa tela:
1- As roupas - uma das mulheres usa um vestido branco, com detalhes florais em vermelho, gola alta e mangas trabalhadas. Essa roupa pode ter sido influenciada por uma viagem que Frida fez à Paris. A outra mulher usa roupas com cores fortes, poucos detalhes e barra enfeitada, características das roupas cotidianas da artista.

2- Os corações - os corações das duas Fridas se interligam por uma artéria. O coração da Frida tipicamente vestida está inteiro, porém fora do corpo. A outra tem o coração partido. Suas mãos dadas sugerem que a Frida de coração inteiro toma conta da outra.

Fonte: Duas Fridas

9 de abril de 2014

Pequenas Aventuras 25



Seus olhos
Meus olhos
Nossos olhos

Mãos, dedos
Pernas, pés
Braços
Abraços

Língua 
faminta 
na minha.

Meu corpo que roda
no seu
corpo que roda.

Ondas
Arrepios
Explosão!

                                                     para meu Binho 

[Ana Sixx]

8 de abril de 2014

Pequenas Aventuras 24



Na noite, 
deita em sua cama e fecha os olhos. 
Rapidamente os abre novamente. 
A mente funciona rápida. 
Situações. 
Passado. Presente. Futuro. 
Tudo passa em segundos.
O tempo corre, e ela tenta em vão dormir.
Ferve a mente.
Queima o desejo.
Então se entrega ao cansaço físico e finalmente,
adormece.

Sonha que voa, ela.
Abre-se.

Ela pode sonhar....

[Ana Sixx]

7 de abril de 2014

Pequenas Aventuras 23




De fora do sonho, ela consegue ver
Tudo aquilo que não foi...

Ela traria 
Cor aos seus dias,
Alegria as suas manhãs, 
Paixão nas suas noites,

Nos dias difíceis, seria o afago da alma
A pele que abraça
o coração que pulsa.
As dores existiriam, 
mas seriam tão pequenas, diante 
de tamanha energia.

Nos dias felizes, seria a gargalhada da alegria
O sorriso que dobra
a energia que cativa.

Ela ia colorir tanto e com tanta força tua vida
que você se inundaria desse sentimento.
E teria esperança nos olhos.
Luz no seu sorriso.

[Ana Sixx]





4 de abril de 2014

Mulher invisível




E quando você se torna invisível como faz?
Tipo, a pessoa te vê, mas não emite qualquer sinal que seja.
Não há nada que realmente toque a pessoa...

E aí vem o silêncio.
O que o silêncio pode significar ?

Cara, o silêncio pode significar tanta coisa.
Pode ser uma negativa.
Pode ser falta de carinho.
Pode ser raiva.
Pode ser falta de interesse.
Mas ele pode machucar.

Eu sei que pode significar coisas boas também, mas nesse caso, é só o que me vem a cabeça.
Nessa situação específica sinto como um descaso, como se tudo que tivesse acontecido fosse uma bobagem, uma coisa sem importância.

E eis que me meto numa situação dessas.
Daquelas que o que você queria e precisava era troca, atenção, carinho e recebo o silêncio.

Como já diz a minha mãe:
Coração é terra que ninguém anda!

Daí também me vem a cabeça:
Será que a pessoa tem condições de me ajudar?
Será que não depositei esperanças demais nessa amizade, que na verdade é unilateral?

Será medo?

Nunca saberei.

Eu sou assim,  não sei ser pouco.
Sou muito.
Sou intensa.
Sou verdadeira.
Sou inteira.
E normalmente é assim que me relaciono com as pessoas, tenho a sorte de ter sempre esse retorno positivo, sempre, e agora isso.
Estou com as calçolas na mão, essa é a verdade, nunca esperei na minha vida uma reação dessas.

Fico um tanto quanto chateada que nesse caso, a pessoa não tenha realmente entendido a minha intenção, talvez eu tenha me atropelado nas palavras, nos sentimentos, sei lá...
Agora fico aqui tentando resolver pirações minhas sozinha, sem o apoio daquela pessoa que poderia realmente me ajudar nessa situação específica...

Realmente é lastimável...
E eu não posso fazer absolutamente nada, tenho que aceitar, mesmo sem compreender e pronto.

Enfim, vida que segue...