10 de dezembro de 2014

5 meses....



Nessa semana faço 5 meses de academia, IN-CRÍ-VEL !!
Confesso que não senti ainda aquele papo de endorfina que circula e dá prazer, comigo não rola...

Todo santo dia eu penso:
- Podia ficar em casa né?
Mas, visto a roupa e vou, sem refletir muito sobre o assunto.
Na primeira avaliação após 3 meses, pouca coisa havia mudado, eliminei 600g (rs) e tirei 2 cm da medida do abdômen, e segundo o professor, um tantinho lá foi convertido em massa-magra, ele super me parabenizou. Vamos ver na próxima avaliação, que será em janeiro, se consegui avançar mais um bocado.

Enfim, academia é um dia após o outro, sem pensar muito.
Hoje mesmo tô moída porque comecei a dar uns piques de corrida na esteira, estou andando com as pernas duras, tipo esse bonequinho da imagem, hahahaha

Bem, amanhã, de manhã, estarei lá novamente!

Foco Ana, focoooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!

9 de dezembro de 2014

Pequenas Aventuras 40




e aí que você fica de cá pra lá 
catando os caquinhos do que sobra, 
se sobra alguma coisa...
pensando em não pensar, 
mas pensando.
e nota,
que está parada no mesmo lugar, 
fazendo movimentos em círculos
rodando sobre tantas impressões,
tantas emoções,
que termina 
como começou
perdida.


[Ana Sixx]

7 de dezembro de 2014


XIX

as sobras estão dispersas
pelo chão
indícios de um passado
que persiste na memória.
o vestido tremula ao vento
e não são mais teus dedos 
sobre a minha pele.
meu rosto
meu cheiro
o tom da minha voz
nada disso se recupera.
eu sou um sonho 
que se esgarça.

[da série Vestidos Vazios, de Micheliny Verunschk]

Imagem: Lucy Brown

6 de dezembro de 2014


XVIII

o teu sonho
recupera
apenas um vestido vazio
inabitado de mim.
meu nome
meu rosto
as minhas mãos
em concha
guardadas
dentro da tua
escapam
como as linhas 
que se soltam da costura
latido de cães
migalhas no chão
relâmpago no horizonte, 
esta vida fora de nós dois.

[da série Vestidos Vazios, de Micheliny Verunschk]

Imagem: Lesley Dill

5 de dezembro de 2014


XVII

tudo o que compunha
este vestido em tuas mãos
escapa como asas
pelo céu:
linhas
costuras
a barra de renda
o corpo que era meu
e te pertencia
o vestido brilha a minha ausência
como um mapa
para uma terra inexistente.

[da série Vestidos Vazios, de Micheliny Verunschk]

Imagem: Lesley Dill

4 de dezembro de 2014


XVI

a primeira dança
o último pão repartido
o vestido de névoa
que cor teria?
que cor teria
essa ausência
ou o relâmpago no horizonte?
eu passeio sobre teu sonho
como o orvalho sobre a manhã.
mas escapo antes que acordes.

[da série Vestidos Vazios, de Micheliny Verunschk]

Imagem: Lesley Dill

3 de dezembro de 2014


XV

não é esta presença
da memória
ou esta insistência
pendurada num cabide
transparente.
é este sonho
repetido
em que encontras meu vestido
e ele se desfaz.
é este sonho repetido
em que me sentes
e eu me quebro, 
estrela de vidro.
entre tu e eu
esta névoa
que se desfaz perante
a palavra amor
brilhando 
como na primeira dança.

[da série, Vestidos Vazios de Micheliny Verunschk]


Imagem: Adrienne Jalbert

2 de dezembro de 2014

Assombrada





Teu silêncio era tão grande
Que enchia o canavial
Meu dia ainda era noite
Quando eu só pretendia
Uma voz humana

Muito espaço
Nenhum abraço

Corri de medo:
Uma imensidão e
Dois pios altos de coruja

(Adriane Garcia)

1 de dezembro de 2014

Filmes 2 !

Acabei não vendo quase nada, achei que fosse me acabar, mas não rolou....
Enfim, postando aqui os filmes que vi nesses últimos finais de semanas e que curti!
Bom filme pra vcs!






29 de novembro de 2014


Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha
Objeto de amor, atenta e bela.

Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(Anoite como fera se avizinha)

Aflição de se água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel

Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra.

(Hilda Hilst)

Imagem: Bananal/SP