31 de outubro de 2013

Halloween é o cacete !!! Viva a Cultura Nacional !!!


Cara, eu fico IMPRESSIONADA, como o povo brasileiro é louco.
Curtir coisas de outros países, eu acho a coisa mais natural do mundo, aliás, eu mesma curto, e não são poucas coisas não, são muitas.  Mas, daí a exportar uma parada que nada tem haver com nossa cultura, que é explicitamente americana, é demais pra mim.

Gente, por Deus, nosso país é tão rico, pra que isso?

Quando eu era pequena, não existia isso (graças a Deus), sabíamos dessa data comemorativa, porque sempre passava nos filmes, e ficava naquilo mesmo. 
Podem me chamar do que for, mas eu me nego a achar isso normal.
Acredito piamente, que temos uma cultura riquíssima cheia de lendas e estórias interessantíssimas pra perdermos tempo com um troço que não é nosso.

Que fique bem claro que respeito a festa do Halloween como evento cultural daquele país, sim, para os que lá moram deve ser o maior barato. Mas, aqui? em terra Brazilis? 
Putz....é o fim da picada!




24 de outubro de 2013

Mamãe, o que é sapatão ?!


Nesses dias, pela manhã, estava penteando o cabelo de Cora pra ir a escola, quando ela me pergunta do nada.

 Mamãe o que é sapatão?

Uai, pensei, e na hora perguntei onde ela tinha ouvido aquela palavra.
Ela me contou que uma amiga da escola, tinha falado sobre isso, e ela tinha ficado curiosa em saber o que era isso. E falou, muito alegre: Mamãe, sapatão é homem que namora com homem?
Como estava já na saída pra ir a escola, disse que depois conversaríamos sobre o assunto.  E aproveitei para pensar na forma como eu falaria a ela, sem dramas, tentando desmistificar a coisa toda, porque a menina em questão (que levantou o assunto) é de família evangélica, e eu não quero ver minha filha contaminada com pré-conceitos religiosos.

Ontem, sentamos e eu puxei o assunto.
Falei pra ela, sem rodeios, que sapatão, era a forma como chamavam mulheres que namoram mulheres. Assim como chamam bichas e viados, homens que namoram com homens.
Disse a ela, que essa forma de falar não é legal, as pessoas são pessoas, não devemos rotular de sapatão, viado ou seja lá o que for.

Disse também, que o que importa é o AMOR.
Que homens e mulheres se apaixonam e namoram, mas também homens podem se apaixonar por homens e mulheres por mulheres.
Que o mais importante, são as pessoas estarem felizes.
E que infelizmente, muita gente acha isso errado, e que outras tantas irão falar que não é coisa de Deus.
E isso tudo é uma grande besteira, porque se Deus existe e manda na porra toda, isso também é coisa de Deus.
Que temos que respeitar e aceitar as pessoas como elas são, sem julgar suas decisões e escolhas.
Pois toda forma de amor é possível, toda forma de amor é amor.

E foi assim, que fiz minha parte como responsável por uma futura cidadã.
Que minha filha seja livre de pré-conceitos e aprenda a amar e respeitar todas as pessoas.




16 de outubro de 2013

Floating in my mind

Hoje vi um vídeo lindo, e tive que trazer ele pra cá.
Tentei salvar no pc, mas não consegui, então postarei o link, e quem por acaso andar por essas bandas não deixe de entrar nele, garanto que não vai se arrepender!
Pura poesia !!

http://www.brainstorm9.com.br/40705/web-video/animacao-usa-baloes-como-metafora-para-relacionamentos/

8 de outubro de 2013

Inquilino



As vezes vemos uns textos que na hora pensamos: 
- Caraca, esse poderia ter sido escrito por mim!
Tamanha é a identificação com a mensagem.
Nesses dias, li no facebook, um texto da Martha Medeiros (de quem nem sou fã), que foi bater e valer.


"Na hora da saudade, da tristeza, do desamparo, é com ele que contamos: o tempo.
Queremos dormir e acordar dez anos depois curados daquela idéia fixa que se instalou no peito, aquela obsessão por alguém que já partiu de nossas vidas. No entanto, tudo o que nos invadiu com intensidade, tudo o que foi realmente verdadeiro e vivenciado profundamente não passa. Fica. Acomoda-se dentro da gente e de vez em quando cutuca, se mexe, nos faz lembrar da sua existência.
O grande segredo é não se estressar com este inquilino incômodo, deixá-lo em paz no quartinho dos fundos e abrir espaço na casa para outros acontecimentos."  (Martha Medeiros)

Essa sou eu.



1 de outubro de 2013

Pequenas Aventuras 5


Quando meu mundo se fez escuro, e eu perdida, me via sem esperança
Eis que você chega e traz pra minha vida uma luz que eu jamais imaginei existir.
Amor se cura com amor, e dessa forma você me resgatou,
sem imaginar o quanto de dor que eu carregava
E o quanto de amor que eu achava não possuir mais
Você me encheu de amor, de vida, meu companheiro de caminhada.


                                                para meu Binho


[Ana Sixx]


25 de setembro de 2013

Pequenas Aventuras 4



Eu sofro de amores por uma amizade perdida, era a mais linda e divertida. Compartilhada, vivida, intensa, irmandade mesmo. E depois de anos, ela simplesmente pegou sua vida, como se fosse uma mala e sumiu da minha. Assim, do nada, absolutamente nada. Descobri com isso que ainda possuía um último laço que me prendia as amizades convencionais, porque foi uma dor tão infinita de perda, de orfandade. E eu, que falava tanto em liberdade na amizade não estava conseguindo ter o entendimento daquela perda. Amizade é liberdade, sempre, mesmo que longe da gente !


[Ana Sixx]

ps: essa eu fiz pensando na minha amiga-irmã Claudia Barbosa, e incrivelmente no dia 02/03/14, ele voltou        pra minha vida, com sua malinha, de volta. Foi um reencontro emocionante, embora virtualmente apenas,      mas em breve, nos veremos e vamos dar aquele abraço de vida toda!!





24 de setembro de 2013

Pequenas Aventuras 3


A  mente corre solta, como um cavalo no campo
Mas nesse campo tem uma cerca
E essa cerca, lhe dá a segurança de ter feito a escolha certa
Mas, não impede os pensamentos que trilham caminhos passados
Caminhos que nunca mais voltarão a ser trilhados.



[Ana Sixx]

20 de setembro de 2013

Sobre parto, grana e prioridades

Estou nesse mundo de parto na internet desde 2004, e nesse período já li e ouvi todo tipo de coisa.
Gosto do tema, ele é envolvente e apaixonante porque mexe com o nosso fisiológico e também com um dos sentimentos mais fortes que existe dentro do ser humano que é a maternidade. Aprendemos tanta coisa quando vamos atrás da informação, e conseguimos traçar paralelos entre o que é o ideal e o que é a realidade obstétrica no nosso país.
Um parto digno no nosso país, é sinônimo de luta, de agarrar toco de pau na mão e sair pra guerrear, porque é quase uma loteria esportiva você conseguir um profissional que realmente preze pela qualidade do nascimento, pelo nascer bem, pela satisfação daquela mulher que está ali desejosa apenas daquilo que é seu por direito. Parir.
Acompanho muitas histórias, tentem imaginar quantas, pela quantidade de tempo que participo de listas, grupos e tudo mais.  E já posso desenhar tranquilamente o perfil das mulheres que desejam realmente um parto normal.
Mas, não é disso que quero falar, não quero desenhar perfis, o que eu quero é comentar sobre algo que me incomoda muito.

Eu particularmente, acho que não deveria haver a opção de parto cirúrgico para mulher nenhuma, todas teriam que ter seus filhos através de parto normal, EXCETO, aquelas que tivessem em uma situação REAL de risco.  Mas, isso também é utópico, eu sei, a nossa realidade, infelizmente, é que o parto, acabou se tornando um ato cirúrgico, e que o tipo de atendimento oferecido pela maioria dos profissionais afasta mais ainda as mulheres do parto normal.

Mas sabe o que me deixa perplexa é ver a facilidade que as pessoas tem em priorizar as coisas.
Por exemplo:
A pessoa tem um plano de saúde, paga uma grana nele, e não abre mão de ter seu filho através dele. Essa é a lógica né? 
Correto seria se pudéssemos ter o atendimento pela grana que pagamos durante anos e anos a fio. Mas essa não é a realidade.
A realidade é que nascimento de filho com médico de plano é a mesma coisa que você assinar um termo de concordância com o parto cirúrgico. Porque você simplesmente não vai conseguir parir pelo plano.Fato.
E nas poucas vezes que se consegue um parto normal, você tem que se entregar a Deus, porque de tudo você pode ganhar de brinde (ocitocina, epísio, falta de acolhimento, etc, etc e etc).

Aí, você vai desenvolver uma conversa com a pessoa e ela de cara vai falar sobre o problema financeiro. Dizer que infelizmente não tem como pagar um atendimento particular, que já paga o plano caríssimo e tals. Dizer que queria muito ter um parto normal, mas infelizmente vai ter que continuar no médico do plano e que já conversou com ele e que o mesmo se comprometeu em esperar até as 40semanas (?)  e só a partir daí, fará uma cirurgia já que o bebê pode entrar em sofrimento e etc. (Existem muitas variações nessas justificativas, mas de qualquer forma, todas vão levar ao parto cirúrgico)

E assim, vai, se entrega pra equipe médica e pronto.  Algumas continuam achando que fez o melhor, que o “parto” foi ótimo, que seus filhos nasceram super bem, e que não vê mal nenhum em ter os filhos assim, e que certamente fará novamente se tiver outro filho.  Outras tantas, sentem enormemente, conseguem visualizar o estrago, a extração do bebê, a frieza dos médicos, a solidão do sentimento da perda de um evento único.

Mas, vamos voltar, as que dizem não ter condições financeiras de arcar com um parto, porque não tem grana, que tá apertado, que não pode ter parto normal porque é muito caro, blábláblá wiskas sachê..
É que essas mesmas pessoas, gastam o que tem e o que não tem para fazer um enxoval, tem gente inclusive que  viaja para outro país para comprar roupas do bebê mais em conta (ué, vc não tava sem grana?). Faz mega quarto, mega decoração, mega álbum de gestante, tudo isso no nível estratosférico, algumas inclusive já começam a pensar na festa de 1 ano do filho, enfim, e tudo isso só porque a cidadã não tinha dinheiro para pagar um parto legal para ela e o filho.

Perguntas que me vem a cabeça:
             - O que é prioridade?
           -Quantas vezes um filho nasce?
           -O que vai ficar gravada na memória dessa mulher? Um lindo e fofo quarto, ou o momento do           nascimento do seu filho?

Filho só nasce uma vez!
Você vai ter todo o tempo do mundo para escolher roupas, quartos bonitos, festas e todas aquelas coisas que faz a alegria de toda mãe (ou quase todas), mas seu filho só vai nascer uma vez.
Aquele momento é único, entenda isso, não jogue essa ÚNICA oportunidade no lixo.
Aqui, eu priorizei os nascimentos das meninas.  Dei o nascimento correto a elas, que foram respeitadas na chegada ao mundo e dei a mim e ao meu companheiro uma vivência extremamente emocionante. 
Acredito que todo nascimento é emocionante, mas duvido muito, que a emoção de um parto normal possa ser comparado aquele do ato cirúrgico, onde a mulher é cortada, e fica a mercê do sistema.  Sem poder amamentar, acalentar, abraçar, sentir, ter o primeiro contato real (não falo daquele momento foto de parto com marido, mulher e criança enrolada como um pacote de pão) com seu filho.

A intenção do post é apenas reflexão.

Você prioriza o que, no nascimento do seu filho?
Reflita!

bjs




16 de setembro de 2013

Pequenas Aventuras 2


Daquela noite, 
Eu só guardei o seu olhar....

                                                       ...para Zíngara...



    [Ana Sixx]

Pequenas Aventuras 1


Quando ele foi embora
Abriu-se um buraco
Sem fim...

[Ana Sixx]


ps: abrindo possibilidades na escrita, tentando colocar em palavras as coisas que me avoam na mente...Vamos ver se consigo....não me levem a mal.