17 de julho de 2010

Ron Mueck, um mestre !




As imagens dizem tudo, FANTÁSTICO !
bjs
Ana Sixx

16 de julho de 2010

Arrumando a casa !!


Criei o blog em 2005, na época em que engravidei de Cora, e ele estava com a mesma cara desde então. Apesar de ser uma pessoa avessa a mudanças, eu sou daquelas que não mexe em nada da decoração. Tipo, se vc aí que está lendo, vier na minha casa hoje e voltar daqui uns 5 anos, vc vai encontrar as mesmas coisas, exatamente nos mesmos lugares, rsrsr

Parece coisa de velho né??rssr

Mas, é exatamente isso, sou desse jeitinho. Se por acaso eu comprar alguma coisa nova e na hora de colocar ela no ambiente eu ver que não dá pra manter a decoração anterior, aí sim, eu vou mudar, até ficar do meu jeito, e depois só na próxima aquisição...

Pois bem, voltando ao blog, eu já estava cansada de olhar pra ele.

Queria mudar, mas tava com medo, não sei mexer nessas paradas.

Fico que nem louca procurando tutoriais no google, entrando nos blogs de algumas meninas que estão linkadas aqui pra ver como elas fizeram, enfim, uma doideira.

Então agora eu dei uma mexida.

Mudei o nome, o Paz & Amor, na verdade na época foi o que me passou pela cabeça.

Queimei os poucos neurônios que tinha (agora estou zerada deles) e não conseguia visualizar um nome, sou bem péssima pra isso, minha especialidade é dar nomes pra cachorros, isso eu sei fazer!


Acho que o Doce Bárbara tem mais haver comigo.

Sou doce, mas ao mesmo tempo, sou meio bárbara no meu posicionamento, na minha vontade de ser livre, de não ter obrigações com os outros, de agir exatamente da forma como penso e falo. Enfim, acho que esse nome parece comigo.

Também lembrei dos Doces Bárbaros dos anos 70, e como amo aquela época (será que não nasci na época errada?), acabei escolhendo esse.


E vcs? O que acharam do novo nome???


Continuo fazendo alterações, uma hora fica pronto de vez e eu vou invadir o Panela, que tá de moscas até em cima.

bjs


Ana Sixx

14 de julho de 2010

Site no ar !!!!





Nosso site está no ar !!!!!

Feito com muito carinho.

Estamos agora formando nosso plantel, nesse ano, chegarão novos bulls, final do ano promete, se Deus quiser !!!!

Espero que todos gostem.
Thorgara Bulls

bjs
Ana Sixx






5 de julho de 2010

Thorgara Bull's, uma história de amor...




Olá a todos!!
Como sempre desaparecida e enroladíssima.
Agora por conta da criação do site do nosso canil.
Nesses dias revendo um monte de fotos antigas, chorando um bocado de saudades da galera que já foi e relembrando tanta coisa legal que passamos com eles, na Rural e fora dela. Putz, como nossa vida se transformou em alegria pura depois que eles chegaram. Só quem gosta de bicho pra entender....

Montei um slide-show contando nossa história, tentei pegar do início e fui montando a linha do tempo, não ficou lá essas coisas, mas para aqueles que nos conheceram naquela época vai fazer muito sentido.
Foi uma luta conseguir montar o windows movie maker, porque tive que tirar fotos e muitas do slide, rsrssr
A música é linda, You Shook Me All Night Long de um dos melhores álbuns que existe na face da terra chamado Back In Black (quem não ouviu e curte som, OUÇA!) do AC/DC.
Essa música me transporta as melhores épocas da minha vida !!!


O site está ficando lindo e logo posto o endereço por aqui, espero que todos prestigiem com visita!

Do resto tudo bem, Cora mega elétrica com seus 4 aninhos agora completos. A bicharada com saúde, graças aos Deuses !!! E a gente cheio de planos, depois de tudo que já nos aconteceu nesse ano, sinto cheiro de boas coisas vindo para nossas vidas.....

Que essas coisas boas fluam pra cá e para todos as pessoas que de alguma forma nos conhecem (e não nos conhecem tb!)
bjs
Ana Sixx

16 de março de 2010

O gato que gostava de cenouras


O telefone tocou. Queriam uma entrevista sobre o livro O gato que gostava de cenouras. Não entendi o nome da revista, estou ficando meio surdo. Por vergonha, não pedi que repetissem. A entrevista começou...

Gato gosta de peixe, de rato, de passarinho. Não gosta de cenoura. Numa terra de gatos, um gato que gostasse de cenoura seria uma aberração, vergonha para os pais, motivo de chacota e zombaria na escola...

O nome dele era Gulliver. Gullinho. Seus pais não sabiam do seu gosto por cenouras. Comê-las era um ato secreto. Seus pais só se preocupavam com o fato de que ele não comia os deliciosos ratinhos recém-nascidos, os pardais saborosos, os peixes cheirosos que lhe traziam. Gullinho era diferente. E isso fazia seus pais sofrerem, porque o que os pais mais desejam é que seus filhos sejam iguais aos outros.

O fato era que os pais de Gullinho ignoravam que ele, escondido, comia a comida proibida. A mãe acabou por desconfiar das incursões secretas do Gullinho e disse ao pai que seria melhor segui-lo para ver onde ele estava se metendo. Foi o que o pai "sogateiramente" fez. Gullinho caminhava com cuidado olhando para todos os lados para ver se estava sendo seguido. Andou até chegar ao sítio do senhor Joaquim. Havia canteiros com todos os tipos de hortaliça. Foi até o canteiro de cenouras e - oh! Coisa horrenda para um pai gato - começou a comer cenouras.O pai quase morreu de susto. O filho, que ele sonhara tigre, não passava de coelho. E chorou amargamente...

Foi procurar auxílio. Um padre ameaçou Gullinho com o Inferno. "Deus é gato, Deus ordenou que comêssemos peixes, ratos e passarinhos. Comer cenoura é pecado mortal!" Não adiantou. Gullinho continuou a vomitar peixes, ratos e passarinhos...

Levaram-no ao psicanalista. A análise durou vários anos. Mas o que o Doutor Gatan lhe dizia com linguagem complicada não alterava o seu gosto: continuava a gostar de cenouras...
Foi então que um professor da escola entendeu o drama de Gulinho. Chamou-o para uma conversa: "Nosso destino está escrito nas células do nosso corpo num "chip" pequeno chamado DNA. Esse "chip" já está no feto. Determina a cor do seu pelo, dos seus olhos, se você vai ser menino ou menina, daltônico ou não, canhoto ou destro. Você nada pode fazer para mudar as ordens que estão no seu "chip". E acontece o mesmo com o nosso gosto por ratos ou por cenouras...Não é pecado como o padre disse porque foi o DNA que o fez assim... Não é resultado de educação e nem pode ser curado, como se fosse uma doença, porque é o DNA que o fez assim... Igual ao daltonismo.

Gullinho olhou em silêncio para o professor e pela primeira vez entendeu tudo. Sentiu que um enorme peso fora tirado de cima dele. Entendeu então que ele podia gostar de cenoura porque fora o DNA que o fizera assim - e ninguém tinha nada com isso.

Ainda estava na cama quando minha filha me acordou.
"Pai, você apareceu na "G-Magazine, a reportagem do gato..."
Tive de reconhecer a minha ignorância literária.

"Mas o que é 'G-Magazine?", perguntei. Ela me disse. Entendi então o assunto da entrevista...

Rubem Alves Educador e escritor rubem_alves@uol.com.br


ps: Recebi esse texto de um amigo querido, Andre Menezes. Achei fantástico e por isso posto ele aqui !!

ps2: estou voltando, me aguardem....

ps3: Mi do Pacha Mama, já te respondo!!!!

29 de dezembro de 2009

A Magia da minha vida !


Vou tentar contar a história do início, para que todos entendam a importância de um serzinho de 4 patas em nossas vidas.

Eu crio Bull Terrier, são 13 anos de envolvimento com a raça, primeiro como proprietária e depois como criadora.
Adoro, amo, tenho paixão pelos “bicudos”.
Cachorros esses que tem uma aparência exótica e diferente e que são extremamente amigos, carinhosos e brincalhões.
Esse amor pelo Bull terrier, me abriu para outras possibilidades. Eu tinha medo de cachorro, pois fui atacada várias vezes por uma mesma dog que morava na minha rua quando criança, mas que graças aos Deuses nunca conseguiu me morder.
Por conta disso, cresci muito desconfiada com esses animais.
Apesar de gostar muito deles, e de sempre ter sonhado em ser veterinária, tinha muito receio...
E logo, me apareceram os Bulls.
E com toda a aparência diferente, que muitas vezes, dá medo aqueles que não conhecem, perdi o medo de cachorros e me entreguei de vez a esse amor.
Desde início dos anos 90 (mais ou menos), apareceu aqui no Brasil, uma raça dita muito perigosa.
O tal do American Pit Bull Terrier,que veio para ser o grande vilão dos cachorros.
Animais perigosos, ferozes, e que como disse uma vez o nosso Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc no alto do seu “conhecimento”: O cérebro desses animais manipulados em laboratório é maior do que a cabeça!!!!
Criando uma campanha de medo, e de pré-conceito a raça.
Fazendo de tudo para exterminar os grandes vilões, os grandes assassinos....
E muitos se juntaram a ele, reforçando essa campanha anti-raça.
Eu, particularmente, como Zootecnista, e no meu pouco conhecimento da raça, nunca aceitei tais argumentos, nunca!!!
Binho, assim como eu, é louco por cachorros, vive estudando, lendo, conhece muitas raças, aliás muito mais do que eu. Apesar de amar o Bull Terrier, ele também tem interesse em outras raças, estuda a relação entre o aparecimento de cada uma, comportamento e tudo que se relacione a isso. É o seu hobby!!!
Ele sempre quis ter um American pit Bull terrier.
Por vezes, me abordava de alguma forma, para ver se eu aceitava.
Nunca quis ter um.
Não por causa da raça em si, mas por conta de todos os problemas que esse nome nos traria.
Já passava muita aporrinhação com as pessoas, cismando em dizer que nossos cães eram pit bulls. Muitas vezes fomos destratados na rua, por conta disso.
Como se estivéssemos levando monstros na guia.
Enfim, eu não queria ter que conviver com esse tipo de problema.
Mas, um dia, ainda quando morávamos em Santa Clara, Binho me trouxe uma surpresa.
Trouxe na palma da mão, uma pit Bull.
Ela era red nose, e tão pequenina, que cabia na mão dele.
Naquele momento, que olhei pra ela e ela pra mim, vi que não seria mais possível evitar essa filha.
Ela me ganhou no ato, e ficou.
Estava com 28 dias, muito mal-tratada, lá em São Francisco, é comum as rinhas, e ela com certeza teria parado numa coisas dessas.
Enfim, ficamos com Magia, sim esse era seu nome, em homenagem a uma pit de um amigo nosso da Rural que assim se chamava.
Ela sempre se mostrou carinhosa, participativa, pulativa, brincalhona, curiosa, engraçada, amorosa, amiga.
Isso foi em 2005, viemos para Itaipuaçu, e ela veio conosco.
Era nossa protetora.
Passava a noite correndo pelo quintal, latindo, sempre alerta !
Nunca a estimulamos a ser agressiva, e ela não era. Fazia uma guarda natural, provinda do seu sentido de proteger aqueles que ela amava.
E ontem, ela partiu.
Partiu assim, de algo que ainda não sabemos bem.
Partiu deixando muita saudade.
Parece que tô vendo ela correndo pelo quintal, ou gritando na hora que ouvia o barulho da ração.
Ou quando eu a chamava e ela se derretia todo comigo, como ela gostava de mim...
Tá doendo demais essa partida, é muito difícil ter que passar por essas perdas.
Perdi Zíngara, Thor, Morgana, e agora ela...
Sei que perderei muitos ainda, mas é coisa de mãe, que sabe que nunca mais vai poder fazer aquele carinho, sentir aquela lambida, enfim, é isso, apenas um desabafo.
Também é um registro, para que as pessoas que falam do pit Bull como cães assassinos, sem coração, perversos que só servem para matar.
Isso é mentira!!!!
Sei que existem muitos casos de pessoas atacadas por pit Bull, algumas mortas nesses ataques e realmente sinto muito por essas pessoas.
Mas, sinto também por esses animais, que são manipulados de forma errada.
Criados por pessoas irresponsáveis, que estimulam a agressividade e o descontrole que aliás qualquer cachorro tem.
Não julguem os animais, eles não são culpados.
Nossa Magia não tinha procedência confiável, salvamos ela de um triste final, e mesmo sendo um animal que desconhecíamos o temperamento dos pais e antecedentes foi moldada para ser amiga, carinhosa, companheira, e sem grandes esforços, porque ela já trazia isso dentro dela. Nós só reforçamos !!!!
Obrigada minha filha, por esses 4 anos maravilhosos.
Você foi única na minha vida, e eu nunca mais vou te esquecer.
Eternos beijos de sua mãe humana.
ps: na foto está Magia e Ganesha, depois de muito brincarem, mortas de cansaço
"A Ponte do Arco-Íris

Neste lado do paraíso existe um lugar chamado Ponte
do Arco-Íris. Quando um animal morre, aqueles que foram
especialmente queridos por alguém, vai para a Ponte do Arco-
Íris. Lá existem campos e colinas para todos os nossos ami-
gos especiais, pois assim eles podem correr e brincar juntos.
Lá existe abundância de comida, água, e raios de sol, e nossos
amigos estão sempre aquecidos e confortáveis.
Todos os animais que já ficaram doentes e velhinhos
estão renovados com saúde e vigor; aqueles que foram ma-
chucados ou mutilados estão perfeitos e fortes novamente,e-
xatamente como nós nos lembramos deles nos nossos sonhos
dos dias que já se foram.
Os animais estão felizes e alegres, exceto por uma
coisinha: Cada um deles sente saudades de alguém muito es-
pecial, alguém que foi deixado para trás. Todos eles correm
e brincam juntos, mas chega um dia quando um deles pára de
repente e olha fixo na distância. Seus olhos brilhantes estão
atentos; seu corpo impaciente começa a tremer levemente.De
repente, ele se separa do grupo, voando por sobre a grama
verde, mais e mais rápido.
Você foi visto e quando você e seu amigo especial fi-
nalmente se encontrarem ficarão unidos num reencontro de
alegria, para nunca mais se separar. Os beijos de felicidade
vão chover na sua face; suas mãos vão novamente acariciar
tão amada cabecinha, e você vai olhar mais uma vez dentro
daqueles olhos cheios de confiança, que há muito tempo havi-
am partido da sua vida, mas que nunca haviam se ausentado
do seu coração. Então vocês, juntos, cruzarão a ponte do
Arco-Íris...

(autor desconhecido)

11 de novembro de 2009

Fantasia de criança !


40 graus a sombra no Rio de Janeiro.

Itaipuaçu completo caldeirão.

Pela manhã, vejo aquela coisa pequena e cabeluda na janela falando:

- Mamãe, não está calor lá fora, não tem sol !

Chego próximo a janela e olho para o céu.

Realmente, não estava sol lá fora, o céu tava com cara de nublado.

Mas, eu já pressenti que logo ia abrir aquele solão.

E, olhei pra ela.

Ela me disse, com aquele jeitinho só dela:

- Mamãe, hoje não vai fazer calor, coloca a roupa da Branca de Neve?

Vi, meu argumento de dias cair pelo chão...

'Bora lá colocar a roupa então!!!

Estou agora aqui em gotas, suando por todos os poros do corpo, e vendo ela toda feliz, vestida com a roupa de Branca de Neve e com um chapéu de caipira na cabeça....

Essas crianças e suas fantasias!!

bjs

16 de outubro de 2009

Vantagens da Amamentação Prolongada !

Gente, como eu ando de saco cheio das pessoas falando da amamentação da Cora.
Puta que pariu!!!!!!
Algumas ficam admiradas,outras horrorizadas, e tem aquelas que ainda dão aquele palpite sinistro de que não é certo amamentá-la porque afinal, ela já tem 3 anos e já come (?).

A minha vontade íntima é perguntar:
O que vc tem haver com isso???
Já foi tomar no cú hoje?

Mas, como sou muitíssimo educada sempre saio com uma resposta tranquila, ou, nada falo e fico olhando bem séria para a pessoa.

Aí ontem, recebi essa mensagem, essa pesquisa que comprova que errado são essas pessoas, eu estou corretíssima!!!!!
Adoro quando leio essas pesquisas, me sinto mega apoiada.
E ainda mais firme no meu propósito.

O mundo tá louco!
O errado tá certo e o certo tá errado....

Pára tudo que eu preciso descer!!!!!!!!!!!!!!


bjs

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Vantagens da Amamentação Prolongada
Um processo complexo e ainda mal conhecido


O início e duração da amamentação supõem uma decisão pessoal sobre a qual influem múltiplos factores. Para Applebaum(1975), o sucesso da amamentação parece estar dependente da interligação de três variáveis, cada uma delas absolutamente necessárias à existência das outras: uma mãe e um pai motivados e decididos a amamentar; um lactente saudável e com boa capacidade de sucção; e pessoal compreensivo, encorajador e competente.

Porque é que chegados ao ano de 2005, ainda técnicos de saúde indicam o desmame no primeiro ano de vida?

Recentemente, uma mãe conversava com uma enfermeira acerca da duração da amamentação, quando esta técnica lhe respondeu "sabemos todos muito bem que a partir de um ano de vida do bebé se deve introduzir o leite de vaca",

A resposta desta enfermeira reflecte uma ideia errada mas comum entre nós. É predominante na nossa cultura, entender a amamentação somente como um meio para fornecer nutrição e protecção imunológica adequadas. Nas culturas onde é permitido à criança a amamentação por mais tempo, encontrou-se que o desmame natural ocorre entre os três e quatro anos de idade (Davies, 1993).

A OMS e a UNICEF expressam a importância da amamentação prolongada na "Declaração de Innocenti" de 1 de Agosto de 1990 nos seguintes termos:

"Para optimizar a saúde e a nutrição materno-infantil, todas as mulheres devem estar capazes de praticar o aleitamento materno exclusivo e todas as crianças devem ser alimentadas exclusivamente com leite materno, desde o nascimento até aos primeiros 4 a 6 meses de vida.

Até aos dois anos de idade, ou mais, mesmo depois de começarem a ser alimentadas adequadamente, as crianças devem continuar a amamentação."

Felizmente e/ou infelizmente, em Portugal, ao abrigo do nº2 do Artº 12 do Decreto Lei nº 142/99, publicado no Diário da República nº 203 de 31 de Agosto de 1999 é salvaguardado o direito da "trabalhadora lactante" durante todo o tempo que durar a amamentação.

Os benefícios da amamentação, em termos de saúde do bébé estendem-se durante todo o tempo no qual esta decorre.

Crianças amamentadas são beneficiadas nutricionalmente

O leite materno é o alimento perfeito para bebés humanos. Contém todas as proteínas, gorduras, hidratos de carbono, minerais e vitaminas necessários ao crescimento humano nas proporções correctas para um bébé humano. Estas proporções ajustam-se ao longo do tempo para corresponder às necessidades do bébé (Davies,1993).

Pesquisas mostram que o leite materno durante o segundo ano de vida é muito similar ao leite do primeiro ano (Victora, 1984). No segundo ano de vida, 500 ml de leite materno proporciona à criança:

95% do total de vitamina C necessária;
45% do total de vitamina A necessária;
38% do total de proteínas necessárias;
31% de calorias necessárias.

Crianças amamentadas têm benefícios imunológicos

Os factores de imunidade do leite materno aumentam em concentração, à medida que o bebé cresce e mama menos. Portanto, crianças maiores continuam a receber os benefícios da imunidade (Goldman et al, 1983).

O leite materno continua a evitar doenças e a facilitar a recuperação de outras durante o segundo e terceiro anos de vida. Isto porque o leite materno é estéril, isento de bactérias e contém factores anti-infecciosos que incluem:

- leucócitos (células brancas vivas) que matam bactérias;

- imunoglobulinas, que são proteínas muito especiais que transportam os anticorpos para proteger o bebé das doenças contra as quais a mãe desenvolveu uma imunidade;

- factor bífido que facilita o crescimento de uma bactéria especial (lactobacillus bifidus) no intestino da criança, impedindo que outras bactérias cresçam e causem diarreia;

- lactoferrina, uma proteína anti-infecciosa que se junta ao ferro, ajudando a eliminar bactérias patogénicas pois nega-lhes esse elemento de que necessitam para crescer (King y Thomson y Gordon, 1991).

Portanto, a amamentação prolongada continua a reduzir a morbi-mortalidade infantil ao diminuir a incidência de doenças infecciosas. O que significa menos idas ao pediatra, menos medicação, proporcionando benefícios económicos para a família e à nação.

Crianças amamentadas têm menos alergias

Está bem documentado que quanto mais tarde se introduzir leite de vaca, e outros alimentos alergénicos, menos probabilidades essas crianças terão de apresentar reacções alérgicas (Savilahti,1987).

Crianças amamentadas têm benefícios a longo prazo

As pessoas alimentadas, na primeira infância (entre 1 a 6 anos de idade), ao peito, são mais tarde menos atreitas a doenças cardíacas e a desarranjos do aparelho digestivo.

Os bebés alimentados ao peito também têm menos probabilidade de vir a ter excesso de peso do que os que são alimentados a biberão e têm menos probabilidades de sofrer de uma forma de apodrecimento dos dentes que atinge as crianças muito jovens conhecido por cárie do biberão. Também o mecanismo de sucção é diferente do dos bebés alimentados a biberão, e é mais difícil. Isso pode contribuir para o desenvolvimento de maxilares saudáveis; certas anormalidades da boca e dos maxilares são mais raras nas crianças que foram amamentadas (Davies,1993).

Crianças amamentadas são mais espertas

Horwood e Fergusson (1998) consideram que crianças que foram amamentadas têm melhor performance na escola e maiores notas. Os autores sustentam esta opinião num estudo que seguiu mais de 1000 crianças da Nova Zelândia com idades compreendidas entre os 8 e 18 anos de idade No estudo realizado, as crianças foram sujeitas a umas séries de avaliações das habilidades cognitivas e êxitos académicos que incluíam medição do coeficiente intelectual infantil, avaliações dos professores sobre rendimento escolar; provas de compreensão da leitura, matemáticas e habilidades escolares. Concluíram que havia umas tendências pequenas mas consistentes para a duração crescente da amamentação estar associada com um coeficiente intelectual aumentado, e um desempenho aumentado em testes estandardizados. As crianças obtinham avaliações mais elevadas do seu desempenho na sala de aula e melhores notas em exames finais.

Os autores, professores David M. Fergusson e L. Jonh Horwood da Escola de Medicina de Christchurch subscrevem a teoria de que as gorduras insaturadas encontradas no leite humano são importantes para o crescimento do cérebro e do sistema nervoso.

Crianças amamentadas são mais ajustadas socialmente

Um estudo com bebés amamentados por mais de um ano mostrou uma ligação significante entre a duração do período da amamentação e o ajustamento social avaliado por mães e professores) em crianças de 6 a 8 anos de idade (Freguson et al, 1987). Nas palavras dos pesquisadores: "Existem tendências estatisticamente significantes para que a desordem na conduta diminua com o aumento da duração da amamentação".

Mamar durante a infância ajuda os bebés a fazer uma transição gradual no desenvolvimento da sua personalidade individual e maturidade.

Muitas das afirmações feitas por médicos e autores sobre a superioridade da amamentação baseiam-se na convicção de que a amamentação é melhor para o bebé/criança do ponto vista psicológico.

Amamentar é atender às necessidades de dependência da criança, de acordo com o tempo único da criança. Esta é a chave para ajudar a criança a alcançar a sua independência. As crianças que conquistam a sua independência em seu próprio ritmo, são mais seguras dessa independência que as crianças forçadas a isso prematuramente.

A amamentação de bebés mais velhos proporciona uma oportunidade de brincar e uma bebida de conforto, serenidade para bebés cansados, doentes, assustados, contrariados, ajudando-os a superar o stress diário da infância. Porque a amamentação se torna uma forma agradável de bem-estar emocional entre o bebé e a mãe. Muitos bebés gostam, compreensivelmente, de continuar a gozá-la por vezes durante o segundo, o terceiro ou até o quarto ano de vida (Davies,1993).

Mas será que todos os profissionais de saúde baseiam os seus conselhos sobre desmame em resultados de pesquisa científica?

Aparentemente não, porque não existe nenhuma indicação que amamentar para além do primeiro ano de vida tenha efeitos negativos. Aliás o que existe é a evidência ampla dos seus benefícios.

Então, qual é a base do frequentemente-ouvido "desmame ao um ano de vida"?

Há provavelmente diversos factores envolvidos. Um deles pode ser simplesmente expectativas culturais. Os técnicos de saúde estão sujeitos a pensar em conformidade com as tendências culturais. Isto é, presentemente parece que esperamos todos pelo desenvolvimento precoce e a independência adiantada nas crianças. Assim sendo, dar ênfase ao desmame precoce parece estar de acordo com a tendência actual.

Ironicamente, um desmame precoce, forçado pode realmente impedir as necessidades emocionais de dependência no desenvolvimento, retardando assim a independência da criança.

Uma outra influência em atitudes para o desmame precoce pode ser o ritmo apressado da nossa sociedade. Amamentar um bebé mais velho não é compatível com os estilos de vida moderna. Aliás já se ouve falar no alargamento dos horários das creches/infantários.

Um outro factor prende-se com mais um preconceito baseado no fascínio da nossa cultura com o peito como estímulo sexual. Uma criança que já saiba andar ou mesmo que já saiba falar pode ser considerada demasiada velha para encontrar o conforto físico no peito da sua mãe. No entanto, segundo Davies(1993), uma vantagem de amamentar uma criança que fala e compreende a linguagem é poder-lhe explicar porque é que não pode dar-lhe de mamar no jardim infantil, nem na casa da tia, nem no autocarro. Nesta fase, ele compreende a palavra "não" e pode ser distraído com outras coisas. Ela pode protestar ou ter uma birra, mas as outras crianças que não são amamentadas, também têm birras. É importante distinguir entre um desejo muito natural de conforto e contacto e o comportamento exigente não razoável exibido, ás vezes, por todas as crianças quando começam a andar.

Existe mais um factor que leva os técnicos de saúde a recomendar o desmame precoce. Este factor assenta unicamente em ideias erradas. Alguns médicos podem pensar que a amamentação prolongada vai interferir com o apetite da criança para outros alimentos. Contudo, não existem pesquisas indicando que a criança amamentada tem maior tendência a recusar outros alimentos que a criança que já desmamou. Na verdade, a maioria dos pesquisadores em países subdesenvolvidos, onde o apetite de uma criança desnutrida pode ser de importância vital, recomendam que a amamentação continue (Rhode,1988).

As mães que amamentam, por mais tempo, têm benefícios

O leite materno é capaz de:

- contribuir para a saúde da mulher, reduzindo os riscos de certos tipos de doenças/cancros e ampliar os intervalos entre os partos;

- proporcionar benefícios económicos para a família e a nação;

- quando bem adoptado, proporcionar satisfação á maioria das mulheres (Declaração de Innocenti, 1990).

A vida com uma criança, nem sempre é fácil!

Como já vimos, a amamentação não é apenas um método de alimentação, também pode ser o travão de um choro, o que é uma benção para a maioria de nós, que ficamos profundamente perturbadas pelo barulho de uma criança a chorar, especialmente de noite.

A conveniência da amamentação torna-se mais óbvia, à medida que o tempo passa, o que é uma pena, pois muitas mães desistem durante as dificuldades dos primeiros dias e nunca chegam a experimentar o conforto e o prazer de dar a um bébé uma refeição completa ou um suplemento a uma refeição incompleta de uma criança, com um braço livre para acariciar um filho mais velho, um marido, ou para segurar um livro. Além disso, também incita a mãe a sentar-se ou deitar-se e descontrair/descansar ao mesmo tempo, no quente da sua cama.

Através da amamentação, a mãe recebe uma resposta da boca do seu filho, das mãos dele, do corpo e dos olhos dele. Isso dá-lhe informação sobre como ele se sente e sobre o que ele está a fazer. Quase todas as mães que amamentam até mais tarde, afirmam que esta intimidade com o bebé é o elemento mais satisfatório da amamentação. Quando a mãe está a ter este tipo de prazer, ele transmite-se, por sua vez, ao seu filho. Os sorrisos dela, as carícias e o relaxamento do seu corpo, tudo isso ajuda a tornar a experiência da amamentação mais agradável para o seu filho, também.

O contacto da pele entre mãe e filho, estimula a hormona prolactina que pode aumentar os sentimentos maternais. Estes sentimentos maternais e de protecção em relação ao filho defende a criança de possíveis maus tratos e abandono por parte da mãe. Em países onde se tem melhorado e aumentado a amamentação devido às mudanças nas práticas hospitalares para que não haja separação entre a mãe e o bebé, encontrou-se uma redução no abandono de bebés por parte das mães.

O aleitamento materno pode atrasar em muitos meses o retorno da menstruação e da ovulação em algumas mulheres, sendo portanto uma forma importante de retardar uma nova gravidez. Deste modo, evita a redução dos intervalos entre os partos que podem comprometer o estado de saúde e nutrição da mulher assim como a nutrição dos seus filhos (Davies,1993).

A amamentação reduz os riscos para certos tipos de cancros:

- cancro do ovário,
- cancro do útero;
- cancro do endométrio;
- cancro da mama (King, Thomson e Gordon,1991).

Blaauw (1994) acrescenta que a amamentação protege contra a osteoporose. A densidade óssea de uma mãe que amamenta, pode estar reduzida, em geral em 1 a 2%. No entanto, a mãe tem essa densidade de volta ou até mesmo ter um aumento, quando o bébé for desmamado. Não dependendo isso, de um suplemento adicional na alimentação da mãe.

A amamentação tem demonstrado diminuir a necessidade de insulina da mãe diabética (Le Roy).

O aleitamento materno proporciona benefícios económicos para a família e para a nação (Declaração de Innocenti,1990). Atrevendo-nos a adicionar os benefícios para o ambiente. Se pensarmos nas quantidades de latas de fórmulas de leite, nos biberões, nas tetinas, nas máquinas de esterilização necessárias para a alimentação artificial de um bébé, para além do tempo da sua preparação e da procura de uma loja/farmácia aberta para a aquisição de uma lata de leite, apercebemo-nos dos custos elevados que a família tem que suportar. Mas, não nos devemos esquecer que, todo este material acarreta desperdícios desnecessários para o ambiente e sua possível contaminação. Podemos, ainda, acrescentar a estes custos, as idas ao pediatra, e a medicação necessária para tratar as doenças a mais, que os bebés não amamentados têm, em relação aos bebés amamentados. No entanto, deve-se realçar que o custo da medicação, e possível internamento, também é aguentado pelo país, ou seja todos nós.

Em conclusão, amamentar crianças maiores é normal e traz benefícios para ambos. Actualmente, tenta-se compensar o desmame precoce no primeiro ano de vida através de vacinas, antibióticos e medidas higiénico-sanitárias. No entanto, as necessidades psico-emocionais, de afecto e contacto físico íntimo persistem, e são de difícil substituição.

O desmame definitivo deve ser natural, não abrupto e fruto de um consenso familiar (mãe, bebé e pai) e do pessoal técnico de saúde, ambos devem chegar a um acordo. É especialmente importante, a mãe referir aos profissionais de saúde que quer continuar a amamentar a sua criança, justificando que não é um incómodo, mas antes um prazer de que ambos gostam e sente que o seu filho ainda precisa, por uma questão de especial conforto, ficando terrivelmente angustiado se lho negar.

O ponto vista da mãe, é provavelmente a melhor maneira de influenciar positivamente os técnicos.

Nesta linha de pensamento, parece-nos ser fundamental que tanto médicos como enfermeiros deixem de ter uma atitude indiferente, passiva ou mesma inadequada em relação à informação relativa ao aleitamento materno e a alimentação infantil, pois tais atitudes apenas podem conduzir ao desmame precoce com as consequências negativas que daí possam advir.

Gostaríamos de evidenciar o apoio da OMS/UNICEF em Portugal, pois têm-nos ajudado na nossa caminhada para a meta dos dez passos, redactados em 1989 por estas organizações internacionais e destinados a favorecer o sucesso da amamentação por parte dos estabelecimentos com serviços obstétricos. Nomeadamente, existe a linha "SOS – Amamentação" com técnicos que trabalham na base do voluntariado, na qual as mães que amamentam podem procurar apoio, de modo a fazê-lo de forma consciente e com suporte científico. A linha "SOS Amamentação" tem o seguinte contacto telefónico: 213880915.

BIBLIOGRAFIA

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WALETZKY, L. R. Breastfeeding and weaning: some psychological considerations. Primary Care 1979; 6: 341- 55.

Palavras-chave:

- Desmame definitivo deve ser natural;

- "Amamentar crianças maiores é normal"

- Os benefícios da amamentação aumentam com o tempo da amamentação

Enfermeira Isabel Pedro - Lisboa


Testemunhos de mães que amamentam ou amamentaram

Sites relacionados: www.leitematerno.org

22 de setembro de 2009

Aquarela do Brasil

Muito legal, o nascimento do Zé Carioca !!!

bjs